Michael Jackson Forever
Olá MJFan. Seja Bem-vindo ao Fórum Forever Michael. Agradecemos a sua visita e pedimos que se registre para ter acesso a todo conteúdo do nosso Fórum.
Ao Registrar-se você também poderá participar enviando seus comentários e novos posts.
O registro é rápido e fácil.

Qualquer dúvida entre em contato.


At: Adm: Forever Michael!

FLORDELIS- A Incrível História da Mulher que Venceu a Pobreza e o Preconceito Para se Tornar Mãe de 55 Filhos

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

FLORDELIS- A Incrível História da Mulher que Venceu a Pobreza e o Preconceito Para se Tornar Mãe de 55 Filhos

Mensagem por *Mari* em Seg Jan 26, 2015 5:33 pm


Flordelis dos Santos de Souza , 48 anos , casada , administradora , pastora , cantora gospel e mãe de 50 filhos, sendo 04 biológicos.
Nascida e criada na favela do Jacarezinho.
Sua história é surpreendente pela sua determinação , garra , empenho , coragem e principalmente seu amor ao próximo. Foi esse amor que fez com que em uma só madrugada abrigasse 37 menores de rua em sua residência ( no Jacarezinho ) , se tornando mãe de 45 filhos , porque já havia morando com ela 05 menores moradores da favela envolvidos com drogas e com sérios problemas familiares além dos seus 03 filhos biológicos na época , tendo tido mais 01 filho biológico , totalizando 04 filhos biológicos.
Enfrentou preconceitos sociais , grandes dificuldades econômicas , perseguições e até mesmo ameaças .
Recebendo apenas a ajuda do sociólogo Herbeth de Souza ( o Betinho ) da ONG Ação da Cidadania , que durante 3 meses enviou comida para a família Flordelis e Pedro Werneck e Carlos Werneck fundadores da ONG Instituto da Criança que apóiam até hoje a grande família .
Flordelis não recuou, lutou e venceu.
Hoje, 16 anos depois reconhecida pela sociedade, ganhou o título de Cidadã Benemérita do Estado do Rio de Janeiro e a medalha Tiradentes.
Homenageada pela Xuxa em cadeia televisiva nacional e internacional como a mãe do Brasil, sua história até hoje ganha repercussão pela imprensa escrita e televisiva como: Revista Época, Revista Caras, Revista Quem, Revista Estilo, Tele-Jornais, Jornal Globo, Jornal J.B, Jornal O Dia, Jornal Extra e outros, Programa Ana Maria, Programa Hebe Camargo Programa De frente com Gabi, Fantástico, Vídeo Show.
Conquistou o apoio e a admiração da classe artística como: Xuxa , Angélica , Elba Ramalho , Isabel Filardes , Luciano Szarfir , Luana Piovani , Ana Furtado , Fernanda Lima , Reynaldo Gianecchini , Cauã Reimond , Aline Morais , Sérgio Marone , Letícia Sabatella , Débora Secco , Fernanda Machado , Rodrigo Hilbert , Letícia Spiller , Marcelo Antony , Bruna Marquesine , Cris Viana , Marília Gabriela , Guilherme Berenguer , Patrícia França e outros .
E 1999 junto com seu marido Pr. Anderson do Carmo , fundou uma conceituada Igreja Evangélica no bairro do Colubandê – São Gonçalo.
A Comunidade Evangélica Ministério Flordelis é presidida pelo seu marido. A mesma é notabilizada pelo significativo trabalho missionário de ressocialização dos adolescentes e jovens viciados envolvidos com o tráfico . Tendo o seu maior êxito na reestruturação das famílias ( terapias de casais , aconselhamentos , etc ) conquistando assim o respeito e a credibilidade não só das famílias mas do povo evangélico , transformando-se em uma referência e forte liderança evangélica
Em 2007 foi fundado o Instituto Flordelis de Apoio ao menor, para dar continuidade a essa história.
Em Outubro de 2009 foi lançado um filme em alguns cinemas do Brasil contando a sua história, Flordelis, Basta uma Palavra para Mudar, do Editor do modas Marco Antônio Ferraz.


Ela enfrentou os traficantes de drogas e a Justiça para conseguir tirar seus filhos adotivos da violência da favela. Chegou a dormir na rua, fugiu da polícia, estampou os jornais como "sequestradora", mesmo depois de ter acolhido dezenas de crianças que sobreviveram à chacina na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1994. 

A saga desta mulher de rosto doce, nome de flor e fibra de heroína é tão impressionante que agora virou filme nas mãos do produtor de moda Marco Antônio Ferraz e do cineasta Anderson Corrêa. Em entrevista aoUOL Notícias, a ex-professora pública e ex-moradora da favela do Jacarezinho Flordelis dos Santos contou um pouco da sua vida ao lado de 50 filhos - quatro biológicos e 46 adotivos - que hoje têm entre 2 e 34 anos e dividem com ela uma casa de nove cômodos em Niterói.


  • Flordelis e os filhos que adotou: história da família virou filme


[size]
UOL - Como tudo começou?
Flordelis -
 Minha história começa na favela do Jacarezinho, onde eu fui criada. Cresci vendo um monte de situações difíceis, meninos se envolvendo no tráfico de droga e nos vícios. Em 1993, decidi fazer alguma coisa. Então, saía de casa toda quinta-feira de madrugada sozinha para subir os morros e falar com os meninos, conquistá-los e tentar tirá-los do vício. Por causa desse trabalho, eu me tornei uma referência na favela. Até que um dia a mãe de um menino me procurou para dizer que o filho dela tinha sido levado para ser assassinado. Fui atrás, o encontrei e consegui trazer ele comigo. Vi que meu trabalho estava dando certo quando consegui tirar esse menino do paredão da morte do tráfico. Ele tinha sido pego para ser fuzilado e tinha apenas 13 anos. Foi aí que tudo começou na minha vida.

UOL - Você sempre teve vontade de ter uma família grande?
Flordelis -
 Não. Não foi nada planejado, nunca planejei ter tantos filhos ou ter uma família grande. Foi uma coisa que aconteceu na minha vida, por causa do meu trabalho. Primeiro, cinco adolescentes da favela vieram morar comigo. Eles tinham vindo do tráfico e queriam mudar de vida. Mais ou menos um ano depois, eu fui até a Central do Brasil atrás de uma menina que tinha fugido de casa também por causa de drogas. Não encontrei a menina, mas achei a primeira bebê, a Rayane, que tinha 15 dias e tinha sido jogada no lixo. Levei-a para minha casa. A mãe foi junto comigo, arrependida, mas depois não quis ficar com a criança. Então, eu fiquei. 


UOL - E como foi o dia da chacina?
Flordelis -
 Um mês depois de ter achado o bebê, houve uma matança de crianças na Central do Brasil. Um carro passou atirando no calçadão onde elas estavam dormindo. Como a mãe da Rayane já sabia o meu endereço, juntou todo mundo e levou para minha casa. De uma vez, apareceram na minha casa 37 crianças. Catorze delas eram bebês que tinham entre um e três meses.

UOL - Deve ter sido uma loucura...
Flordelis -
 Foi uma loucura! Eu não tinha me programado para isso, não estava preparada. Era madrugada quando essas crianças chegaram na minha casa contando essa história. Eu fui até a Central do Brasil para verificar se era verdade. Infelizmente, era. Uma menina de 1 ano e seis meses tinha sido morta e uma de três anos estava baleada, tinha uma bala no fígado. Hoje, ela tem 19 anos e mora comigo.

UOL - Como você conseguiu abrigar todo mundo?
Flordelis - 
Minha casa na favela era pequena. Tinha uma sala, dois quartos, cozinha e banheiro. E eram muitas crianças... Mesmo sem espaço físico, eu resolvi ficar com elas, porque elas vinham de uma situação muito difícil. E como eu não tinha condições de alimentar todo mundo, eu procurei o Betinho [sociólogo Herbert de Souza, fundador do projeto Ação da Cidadania]. Ele mandou comida para minha casa durante 6 meses.

Quando ele já estava debilitado [Betinho sofria de Aids e morreu em 1997 vítima de uma hepatite C], querendo me ajudar, ele acionou um canal de televisão e eu fui entrevistada. Foi aí que as pessoas souberam que tinha uma mulher na favela com um monte de crianças. Já fazia mais de 9 meses que elas moravam comigo quando eu recebi a primeira intimação do Juizado de Menores.
[/size]


  • Flordelis no cartaz do filme...



  • Os bebês que abrigou ainda na casa na favela do Jacarezinho...



  • Já crescidas, crianças festejam aniversário na casa em Irajá...



  • Rayane, a menina que Flordelis achou em lixo na Central do Brasil


[size]


UOL - E como foi a briga com a Justiça?
Flordelis -
 Compareci ao Juizado e eles queriam que eu entregasse as crianças. Eu já tinha obedecido a uma ordem dessas, entregando um menino, e ele foi assassinado pelo pai quase duas semanas depois. Por isso, decidi enfrentar a Justiça e não entregar ninguém, porque eles não eram mais moradores de rua, eles eram meus filhos. No dia seguinte, tinha um mandado de busca e apreensão das crianças e um de prisão para mim, caso eu não obedecesse. Resolvi fugir de Jacarezinho para Irajá [bairro do subúrbio do Rio] com todas as crianças. Fiquei escondida por quatro meses na casa de um moço que me deu abrigo. Quando nos encontraram em Irajá, enquanto eles batiam na porta da frente, a gente conseguiu fugir pela porta da garagem. Nesse dia, tivemos que dormir literalmente na rua. Depois, nos deram novamente abrigo. Desta vez, na favela de Parada de Lucas, na associação de moradores do bairro.

Nessa época, eu saí em todos os jornais como a seqüestradora de crianças. Falavam horrores ao meu respeito, que eu tinha sumido com 46 crianças. Então, resolvi me apresentar à imprensa para que eles pudessem me ouvir. Depois que eu contei a história, uma advogada se ofereceu para me ajudar e fomos ao Juizado de Menores. Já era um novo juiz e ele me ouviu, disse que eu não podia ficar na favela e fez um monte de exigências, casa com seis banheiros, três quartos. Mas eu aceitei o desafio e começamos a mudar.

UOL - E como foi o processo legal de adoção?
Flordelis -
 Foi muito difícil... Não é fácil adotar tantas crianças, né? O processo de adoção é lento. As pessoas não entendem o fato de eu ter uma família grande e acham que tudo isso é uma loucura. Eu já ganhei 36 processos, mas ainda estou esperando o de 14 crianças. A maior dificuldade é eles ficarem tentando a reintegração familiar. A criança, depois de certa idade, deveria ser ouvida e poder escolher com quem quer ficar. A criança é violentada dentro de casa, pela família biológica, não suporta as agressões e os maus tratos, por isso que ela vai para rua. Ninguém foge porque é bem tratado. E ele ficam tentando reintegrar essa criança a essa mesma família.

UOL - Conta um pouco da história dos seus filhos...
Flordelis -
 Além da bebê que eu achei no lixo, eu tenho o Carlos, o meu mais velho, que era guardador de armas do tráfico na favela e hoje está totalmente recuperado. Tem também meu filho que foi gerente do tráfico e hoje faz faculdade de Direito. De gerente de tráfico a advogado é um pulo muito grande, né? A gente está mostrando que é possível mudar.

UOL - Como os traficantes reagiram quando você pegou essas crianças?
Flordelis -
 Teve represália, teve ameaça de morte, claro que teve. O início foi muito difícil e complicado, mas depois eles começaram a entender que eu estava fazendo o bem, tentando ajudar e evitar que os meninos fossem presos ou mortos. Depois que eles foram entendendo isso, passaram a me respeitar.

UOL - Você teve medo?
Flordelis -
 Eu estava determinada... Não conseguia sentir medo. A minha família tinha medo das ameaças, mas eu não conseguia acredita que eles poderiam fazer alguma coisa comigo, porque eu não estava fazendo nenhum mal para eles. Me perguntam se eu faria de novo. Eu faria tudo de novo e passaria por tudo de novo para ter o que eu tenho hoje. Só me arrependo de uma coisa: ter entregue o meu filho à Justiça. Para mim, isso é um sofrimento muito grande. Eu durmo com essa culpa e acordo com essa culpa. Eu não deveria ter entregue. Quando ele chegou, não tinha nome, eu ia chamá-lo de Bernardo. Mas não foi possível... Não deu tempo. Meu filho foi enterrado como indigente, depois de ter sido assassinado pelos pais. Os pais fugiram, óbvio. Eu fui até o hospital tentar enterrá-lo, mas não me deixaram e diziam que eu não era nada dele.

UOL - E como é a sua rotina hoje? Como é cuidar de tanta gente?
Flordelis -
 Hoje é tranqüilo, os mais velhos me ajudam. Claro que ter uma família grande tem suas dificuldades, mas o mais difícil já passou. Não foi fácil passar por tudo o que eu passei. Naquela época, eu tinha de cuidar de 14 bebês, acordar de três em três horas, dar mamadeira para essa turma toda e eu só contava com a ajuda do meu marido. Hoje somos uma família muito unida, meus filhos são meus amigos, meu braço direito.

UOL - E como você faz para sustentar e cuida de todo mundo?
Flordelis -
 Os irmãos Pedro e Carlos Werneck, do Instituto da Criança, pagam o aluguel. O restante eu tiro do meu trabalho como cantora gospel.

UOL - Você pretende adotar mais gente? 
Flordelis -
 Não sei... Não posso dizer nem que sim nem que não. Hoje eu diria que não, porque eu quero dar uma vida digna para os meus filhos. E eu trabalho muito para isso, porque criança não precisa só de comida e roupa, né? Mas depende da situação, não posso dizer que isso nunca mais vai acontecer na minha vida.

UOL - Como foi participar do filme?
Flordelis - Nunca pensei em ser atriz. Mas o Marco [Antônio Ferraz] veio com o projeto e me chamou para fazer o meu próprio papel. Foi uma experiência boa, nova. Com o lucro do filme a gente vai poder comprar a minha casa e parar de pagar aluguel.[/size]
avatar
*Mari*
Administrador

Era Preferida : Invincible
Data de inscrição : 04/03/2011
Mensagens : 3432
Sexo : Feminino
Idade : 45
Localização : Rio Grande do Sul
<b>Agradecido</b> Agradecido : 77

Ver perfil do usuário http://www.mjforumforever.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: FLORDELIS- A Incrível História da Mulher que Venceu a Pobreza e o Preconceito Para se Tornar Mãe de 55 Filhos

Mensagem por *Mari* em Seg Jan 26, 2015 5:34 pm

A história de Flordelis dos Santos, 51 anos, pode ser contada em dezenas e centenas. Ela tem 55 filhos — 43 meninas e doze meninos, todos acomodados em dez quartos, com sete banheiros em uma bonita casa em Pendotiba, Niterói. O sustento da familia exige 50 kg de arroz, 14 kg de feijão, 72 litros de leite, 52 kg de carne, 600 rolos de papel higiê­nico por mês. Os números sugerem uma atribulada rotina materna. Mas Flordelis não restringiu sua vida ao lar. Pastora evangélica e cantora gospel há dois anos, prega às quartas e aos domingos para centenas de fiéis. A Igreja é uma extensão de sua casa, onde presta assistência social a 228 jovens carentes no violento Morro da Chumbada, no município de São Gonçalo, região metropolitana do Rio. Às segundas, ela percorre as favelas fluminenses — pacificadas ou não — e faz shows gratuitos de música gospel, frequentemente sob a mira de fuzis.
Flordelis não é educadora ou assistente social. Não é antropóloga ou socióloga. Nasceu e cresceu na favela do Jacarézinho, Zona Norte do Rio de Janeiro, e teve uma infância tão pobre e violenta quanto a dos filhos que a vida lhe deu. Aos 14 anos, perdeu o pai e o irmão em um acidente de carro. Para sobreviver, trabalhou como balconista de padaria. Também foi professora primária. Religiosa desde a infância, briga com traficantes e juízes há mais de duas décadas para conseguir a guarda definitiva das 51 crianças e adolescentes que se juntaram aos seus quatro filhos biológicos. Sua trajetória é também de abandono­. A líder comunitária foi deixada pelo marido quando os filhos ainda eram pequenos. Conhece pessoalmente a dor da solidão e do desespero. Foi essa dor que mudou sua vida.
Um dia, uma mãe desesperada bateu à porta de Flor, como é conhecida, pedindo uma oração para o filho que seria executado por traficantes. Flordelis foi até os bandidos e disse que cuidaria do garoto, dando como garantia a própria vida. Funcionou. Depois disso, ela nunca mais deixou de cuidar de crianças vítimas diretas ou indiretas do tráfico. Fez da generosidade sua profissão. “Gostaria de poder abraçar o mundo todo, mas não tenho como”, afirma. “Já havia decidido não adotar mais ninguém quando cheguei aos cinquenta filhos. Só que, no ano passado, me vi diante de cinco irmãos órfãos, entre 2 e 12 anos, que seriam separados pela Justiça. Quem vai adotar cinco crianças? ­Separá-los seria uma violência. Decidi adotá-los também.”
A rotina na casa de Flordelis não guarda qualquer semelhança com os abrigos para menores. Ela, aliás, critica com veemência a cultura dita “reformatória”. “Abrigo para menor não recupera ninguém. Desafio qualquer um a me provar o contrário. O abrigo não faz as crianças criarem raízes, não as leva a nada a não ser à lei da sobrevivência a qualquer custo”, diz. “No fundo­ o que esses jovens agredidos precisam é de carinho, afeto”, afirma, citando o exemplo de Sandro, um menor abandonado que passou a vida em abrigos e foi morto pela polícia depois de sequestrar o ônibus 174 no Rio.
Em casa, Flordelis exige disciplina com horários. Às 5h, os filhos que já trabalham acordam. Às 6h, levanta a turma que vai estudar e, às 7h, os que ajudarão nas tarefas do lar. Todos só saem depois de tomar o café e trocar carinhos com a mãe. Flordelis gosta de ter os filhos a seu redor, fazendo cafuné, pulando, brincando, beijando. Passeios em família no shopping, com direito a pizza e cinema, são frequentes. Flor já viajou com os filhos para São Paulo e Espírito Santo, quando o dinheiro da família permitiu. Agora, planeja levá-los para o Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Garantir uma infância de brincadeira e tranquilidade para as crianças que adota é um dos grandes feitos de Flordelis. Entre seus filhos, há aqueles que foram literalmente jogados em latas de lixo, outros são portadores de doenças graves, como AIDS e sífilis. Uma de suas filhas foi abusada pelo pai biológico desde os 7 anos de idade. Depois que a violentava, ele ainda a obrigava a se ajoelhar no chão e pedir perdão a Deus por tê-lo feito “cair em tentação”. “É de partir o coração. E há muitas histórias semelhantes a esta”, conta Anderson do Carmo, atual marido de Flordelis que também se engajou no trabalho. “Ninguém procura a polícia, não há flagrante, testemunhas, nada. A criança não tem a quem recorrer. No caso dessa menina, especificamente, a mãe defendeu o marido em vez de cuidar da própria filha. E também se culpou por vestir a menina com roupas curtas. O pai estuprador acabou virando vítima.”
Casos como esse fizeram o casal alugar o terreno de 9.200 metros quadrados no Morro da Chumbada, em São Gonçalo, onde há dois anos havia um depósito de lixo, para tentar transformar a vida do maior número de crianças possível, ainda que sem adotá-las. No espaço, há aulas de música e reforço escolar. O casal acabou de construir uma pequena piscina e uma sala onde pretendem dar aulas de luta. Ainda falta o dinheiro para construir uma quadra poliesportiva. O orçamento é apertado. As despesas somam R$ 14.000 mensais. Metade delas é paga pelos empresários Pedro e Carlos Werneck, donos do Hotel Marina, no Leblon. A outra metade, vem dos shows e palestras feitas por Flordelis, no Brasil e no exterior. Nos meses em que a conta não fecha, ela recorre a amigos famosos, como o ator Reynaldo Gianecchini. Ele participou, em 2009, do filme Flordelis: Basta Uma Palavra para Mudar, sobre a vida da missionária. Flordelis garante que, mesmo no aperto, nunca passa a sacolinha entre os fiéis de sua igreja.
Flordelis quer ver os filhos 
no topo da pirâmide social
Planos futuros 
Além de fazer os sonhos das crianças caberem no orçamento, Flordelis ainda precisa lidar com os que têm a intenção de atrapalhar seu trabalho. “Travo uma batalha por dia. Os traficantes da Chumbada acabaram de me tomar uma criança do Instituto. Pagaram a conta de luz da casa dela e chantageiam tanto a menor quanto a família. É assim que eles fazem. E quanto menor for a criança, melhor para eles, porque fica mais fácil esconder a droga na mochila da escola”, explica Flordelis. No dia da entrevista, ela se preparava para subir o morro, procurar o chefe do tráfico, reem­bolsá-lo do valor da conta de luz e convencê-lo a libertar a criança. “Não se espante. Faço isso a vida toda. Eles já me conhecem”, avisa.

A pastora, no entanto, não se permite esmorecer e desbotar o sorriso dos lábios. Ela tem planos ainda maiores para suas crianças. Não basta tirá-las do tráfico, quer ver todos os 55 filhos no topo da pirâmide social, com diploma universitário e exercendo a cidadania plena. Seus olhos de mãe orgulhosa brilham ao relatar suas primeiras conquistas: “Tenho um que está na faculdade de Direito, outro que faz Engenharia e uma na Enfermagem. Espero, do fundo do coração, que todos possam entrar e sair da universidade pela porta da frente”. Nós também.

Super-família 
Flordelis com alguns dos filhos em casa, em Niterói
avatar
*Mari*
Administrador

Era Preferida : Invincible
Data de inscrição : 04/03/2011
Mensagens : 3432
Sexo : Feminino
Idade : 45
Localização : Rio Grande do Sul
<b>Agradecido</b> Agradecido : 77

Ver perfil do usuário http://www.mjforumforever.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: FLORDELIS- A Incrível História da Mulher que Venceu a Pobreza e o Preconceito Para se Tornar Mãe de 55 Filhos

Mensagem por joanajackson em Qua Jan 28, 2015 12:48 pm

Grande exemplo de vida.
História da vida REAL.
Se todos seguissem esse exemplo, o mundo iria pra frente.
Obrigada Mari!!
avatar
joanajackson
Moderador

Era Preferida : Todas em especial Bad e Dangerous
Data de inscrição : 09/03/2011
Mensagens : 6005
Sexo : Feminino
Idade : 38
Localização : Brasil
<b>Agradecido</b> Agradecido : 27

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: FLORDELIS- A Incrível História da Mulher que Venceu a Pobreza e o Preconceito Para se Tornar Mãe de 55 Filhos

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum